domingo, 5 de fevereiro de 2012

Carisma Clarificado

 Foi em clima de muita festa, durante o X Capítulo Geral Ordinário, que nos apossamos da Expressão Carismática Fundacional do nosso Instituto Josefino. Depois de quatro anos de estudos, pesquisas, partilhas e orações, buscando nas fontes originárias dos nossos Fundadores, conseguimos clarificar o nosso Carisma Fundacional Josefino. 
E num ato de louvor e ação de graças a Deus, celebramos este grande momento.  

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Capítulo se aproximando...

Logo, logo estaremos juntas, as Capitulares, para conclusão do PRP (Plano de Renovação Planificada), clarificação do nosso Carisma Fundacional Josefino e eleição da nova Superiora Geral com seu Conselho. É muita expectativa! Oremos pedindo luzes e bênçãos para esse Kairós no nosso Instituto, momento único de graças. Este evento acontecerá do dia 30/01 a 09/02/2012 na Casa de Encontros Maria Auxílio dos Cristãos, em Fortaleza-Ce.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Os três Reis Magos

Voltei!
Aqui estou eu de volta depois de um tempo de "férias"!
Feliz Ano Novo!
Feliz 2012!
Para recomeçar, publico o texto do Leonardo Boff, muito interessante sobre os três Reis Magos. Vale a pena refletir neste tempo da Epifania.


Em busca de uma síntese integradora: os três reis magos - Leonardo Boff

Na Bíblia do Novo Testamento, há duas versões do nascimento de Jesus. Uma do evangelho de Lucas que culmina com a adoração dos pastores. A outra, do evangelho de Mateus, que se concentra na adoração dos três reis magos. A lição é: judeus e não-judeus (antigamente se dizia pagãos), cada um a seu modo, tem acesso a Jesus e participam da alta significação que ele encarna. Tentemos captar o sentido dos reis magos, festa que as Igrejas celebram no dia 6 de Janeiro, hoje quase esquecida.

As Escrituras judaico-cristãs deixam claro que Deus não se revelou apenas aos judeus. Antes de surgir o povo de Israel com Abraão, revelou-se a Enoque, a Noé, a Melquisedeque, depois a Balaão e a um não judeu, o rei Ciro a quem, pela primeira vez na Bíblia, se atribui o título de Messias. E nunca deixou de se revelar aos seres humanos, de muitas formas diferentes, pois todos são seus filhos e filhas e ouvintes da Palavra. Os reis magos estão entre eles. Quem eram? Diz-se que eram astrólogos vindos provavelmente da Babilônia. 

Naquele tempo astronomia e astrologia caminhavam juntas. Certo dia, estes sábios descobriram uma estranha conjunção de Júpiter com Saturno que se aproximaram de tal forma que pareciam uma única grande estrela, na constelação de Peixes. O grande astrônomo Kepler (+1630) fez cálculos astronômicos e mostrou efetivamente que no ano 6 antes de Cristo (data do nascimento de Cristo pelo calendário corrigido) ocorreu tal conjunção. 

Para os sábios, este fato possuia grande signficação. Júpiter, na leitura astronômica da época, era o símbolo do Senhor do mundo. Saturno era a estrela do povo judeu. E a constelação de Peixes era o sinal do fim dos tempos. Os sábios babilônicos assim interpretaram: no povo judeu (Saturno) nascerá o Senhor do mundo (Júpiter) sinalizando o fim dos tempos (Peixes). Então se puseram a caminho para prestar-lhe homenagem.
Sempre houve na história dos povos, pessoas simples ou sábias que se puseram a caminho em busca de salvação, quer dizer, de uma totalidade integradora que superasse as rupturas da existência humana. Deus veio ao encontro desta busca entrando nos modos de ser e de pensar das respectivas pessoas. 

Mas por que foram encontrar Jesus? Porque, segundo a compreensão dos evangelistas, Jesus é um princípio de ordem e de criação de uma grande síntese humana, divina e cósmica. Quando dão a ele o título de Cristo (ungido em grego) querem expressar esta convicção. Cristo não é um nome de pessoa, mas uma qualidade conferida a alguém para cumprir uma missão que, no caso, é concretizar uma síntese integradora (salvação).Jesus operou tal síntese; por isso o chamaram de Cristo. Pessoa e missão se identificaram de tal forma que Jesus Cristo se transformou num nome. Mais correto seria dizer, Jesus, o Cristo. Esta síntese é buscada e realizada em outras religiões e caminhos espirituais, embora sob outros nomes: Sabedoria, Logos, Iluminacão, Buda, Tao, Shiva etc. Estes são "ungidos e consagrados"(significado de Cristo) para serem um centro atrator e unificador de tudo o que há no céu e na terra. Mudam os nomes, mas o sentido é sempre o mesmo.

Nossa realidade, entretanto, é contraditória. É feita de elementos sim-bólicos e dia-bólicos, de verdade e de falsidade, de luz e de sombras. Como criar uma ordem superior que ultrapasse essas contradições? Sentimos a urgência de um Centro ordenador e animador de uma síntese pessoal, social e também cósmica.
Os evangelistas usaram o fenômeno astronômico do aparecimento de uma estrela para apresentar Jesus como aquele Senhor do Universo que vem sob a forma de uma frágil criança para unificar tudo. Essa Energia é divina mas não é exclusiva de Jesus. Ela se expressa sob muitas formas históricas e em muitas figuras religiosas, justas ou sábias e, no fundo, em cada pessoa. Em Jesus, o Cristo, ganhou uma concretização tal que mobilizou outras culturas com seus sábios vindos do Oriente, os Magos.

Todos os caminhos levam a Deus e Deus visita os seus em suas próprias histórias. Todos estão em busca daquela Energia unificadora que se esconde no signficado da palavra Cristo. Esse encontro com a Estrela que guiou os magos, produz hoje, como produziu ontem, alegria e sentimento de integração.
Haverá sempre uma Estrela no caminho de quem busca. Importa, pois, buscar com mente pura e sempre atenta aos sinais dos tempos como o fizeram os reis magos.

domingo, 20 de novembro de 2011

Dia da Consciência Negra

Zumbi dos Palmares: um símbolo de resistência e luta contra a escravidão

Hoje 20 de Novembro, celebra-se o Dia da Consciência negra

Quem foi Zumbi e realizações

Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.

Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue a um padre católico, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, voltou para viver no quilombo.

No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.


Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do
quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as tropas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.

O
bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.



Importância de Zumbi para a História do Brasil 

Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Castelo de Areia



Num dia de verão, estava na praia, observando duas crianças brincando na areia.
Elas trabalhavam muito, construindo um castelo de areia, com torres, passarelas e passagens internas.
Quando estavam quase acabando, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo à um monte de areia e espuma.
Achei que as crianças cairiam no choro, depois de tanto esforço e cuidado, mas tive uma surpresa.
Em vez de chorar, correram para a praia, fugindo da água, sorrindo, de mãos dadas e começaram a construir outro castelo…

Compreendi que havia recebido uma importante lição:
Gastamos muito tempo de nossas vidas construindo alguma coisa.
E mais cedo ou mais tarde, uma onda poderá vir e destruir o que levamos tanto tempo para construir.
Mas quando isso acontecer, somente aquele que tem as mãos de alguém para segurar, será capaz de dar uma reviravolta !!!.

Tudo é feito de areia;

Só o que permanece é o nosso relacionamento com as outras pessoas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A filosofia popular sobre a morte

Interessante o artigo, temos algo em comum. Leia!!

  Ivone Boechat * 
Quando eu era criança, o velório era um acontecimento.
A cidade era pequenina, então tudo se divulgava rápido. Em pouco tempo, o alto falante da igreja onde o falecido frequentava comunicava, em alto e bom som, o passamento desta para uma vida melhor, ou se usava um carro anunciando detalhes: quem morreu, onde, idade, motivo do óbito.
A morte pairava nas piadas! Antes de acontecer o pior, até o doente bem humorado brincava: fiquei tão mal que por mais um pouco comia capim pela raiz; pensei que ia vestir um pijama de madeira, etc...Depois, se porventura o sujeito morresse, aí, sim, a coisa era levada a sério e o sepultamento era um fato social marcante.
Naquele tempo, não se fechava uma tampa de caixão sem jogar perfume e pétalas de flores sobre o defunto. Já fui encarregada de comprar muito perfume ruth para pulverizar por cima do morto. Nunca me esqueci do cheiro. O perfume, claro, perdia a personalidade, por causa do odor muito forte de cravo, cravina, brinco de princesa, de rosas miúdas de cores variadas. Não havia casa de venda de flores, as crianças saiam pedindo nas portas da casa. Já ouvi muita coisa.
- Esse defunto morava em cima da pedra?
- Vou dar, mas não sei nem se merece.
- Vá em paz.
Houve negação:
-Pra aquele cara? Bata em outra porta.
A caravana de crianças saía em mutirão solidário e não respondia a nenhuma provocação, nada. Quem deu, tudo bem.
As coroas de flores eram artificiais, confeccionadas com papel crepom. Excepcionalmente, aparecia uma coroa de flor natural.
Se morresse um bebê, a partir de um ano, ou um jovem, as pessoas choravam mais, conhecendo ou não conhecendo o falecido. Quando morria um velhinho, a conformação era maior, mas mesmo assim, as pessoas choravam muito mais do que hoje. Na hora em que o caixão ia passando, na direção do cemitério, as portas do comércio ficavam quase fechadas. Os rádios eram desligados, os homens tiravam o chapéu, até o de palha, era muito silêncio. Se fosse enterro de um católico, o sino da igreja católica batia compassado: tom...tom...tom... E eu ficava pensando, que pena! Devia tocar pra todo mundo.
Os velórios tinham longa duração. Os alto falantes, dependendo da importância do sujeito, davam uma nota, de tempo em tempo, com uma voz de relações públicas de necrotério: A família de fulano comunica a sua partida... anunciando a hora tradicional do sepultamento que nem era mais novidade pra ninguém: 16h. Todo mundo lá era enterrado nessa hora. Um dia falei para o meu pai que a nota de falecimento estava errada, porque a pessoa que morre não parte, ela chega. E vi que ele acabou rindo.
A verdade é esta: chorava-se mais! Ainda havia loja vendendo lenço pra todo lado e a gente, ao sair de casa, ouvia a recomendação: não se esqueça do lenço. Tinha lenço de tudo quanto era jeito: xadrez, de bolinha, de florzinha. Era muito lágrima! Nas festas de aniversário o que mais as pessoas ganhavam era caixa de lenço.
O luto pela morte era longo. Minha avó ficou de luto uns 20 anos e com as duas alianças no dedo: a dela e a do jovem marido falecido. Depois começou a vestir roupa cinza, até se vestir, discretamente, como viúva eterna: roupas feitas com tecido de fundo preto e flores brancas.
O cemitério estampava, logo na entrada: revertere ad locun tuun. Fui saber o que significava aquilo com o único funcionário no local: o coveiro. Fiquei espantada, porque o coveiro respondeu, automaticamente:
- a tradução daquilo escrito ali é: - Volte ao teu lugar.
Ele "sabia" latim e eu detestava. Ele disse o que significava a frase, sem olhar para a parede, sabia de cor.
É assustador, mas aprendi a falar a única frase que eu sabia no primeiro ano do ginásio com o coveiro. E não deu outra. Na segunda feira, estufei o peito e disse para a minha colega de carteira escolar: revertere ad locun tuun. Ela me olhou assustada e eu esnobei: aprendi latim (ela também tinha horror) e disse a frase, várias vezes, sem tropeçar na pronúncia e traduzi, sem dicionário. Ela ficou de boca aberta. Onde você aprendeu tudo isto. E eu nem parei para pensar:
- no cemitério.
Ela também passou a freqüentar os velórios!


* Ivone Boechat é mestre em educação, pedagoga, conferencista e escritora. Autora do livro "Estratégias para encantar educadores na Arte de Aprender" (2011).
Fonte: Ivone Boechat - Revista Missões

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ano Jubilar Eucarístico

A Diocese de Rio Branco celebrando 25 Anos (1986-2011), vivencia o Ano Jubilar Eucarístico que culminará com o II Congresso Eucarístico Diocesano que acontecerá em Junho do ano que vem com o Tema: Pão na caminhada dos Discípulos Missionários. Como preparação para a celebração do II Congresso  Eucarístico na Diocese, está sendo colocado a disposição de todos umas palestras de rico conteúdo eucarístico, assim como também o estudo do Evangelho de São João. 

As palestras Eucarísticas devem ser estudadas, refletidas e rezadas por todos os fieis, durante o Ano Jubilar, para assim podermos ser Igreja que anuncia o Evangelho e proclama a Graça do Senhor, diz D. Joaquin, Bispo da Diocese de Rio Branco.
... esperamos que a Eucaristia, mistério cantral da nossa fé, seja mais amada, adorada e vivida por todos, completa. Que ao final todos possamos cantar com grande júbilo:
"Divina Eucaristia,
dos anjos sois manjar!
Esplêndida alegria
de quem vos quer amar".  
O estudo do Evangelho de São João é outra fonte de prepração para se vivenciar o Ano Jubilar Eucarístico na Diocese. Estudado, refletido e rezado em pequenos ou grandes grupos, a mensagem vai chegando a toda criatura.