sexta-feira, 15 de abril de 2011

Semana dos Povos Indígenas

A mãe terra e os povos clamam pelo "bem viver"

Todos os anos, durante o mês de abril, o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em conjunto com outras entidades de apoio e com as Comunidades Indígenas, promove a Semana dos Povos Indígenas com o objetivo de fortalecer o debate relativo à causa indígena e buscar políticas que atendam as suas demandas atuais. "Vida para todos e para sempre - A Mãe Terra clama pelo Bem Viver" é o tema desta Semana, que sintoniza com a Campanha da Fraternidade, e nos convida a compreender e contribuir com as lutas dos Povos Indígenas, de maneira concreta, pela garantia e proteção de suas terras e pela viabilização de políticas voltadas aos seus direitos e necessidades.

O "bem viver" é partilha e destino dos bens da terra para todas as pessoas, é uma nova forma de pensar a economia a partir da socialização e da comunhão, consolidando as relações. Sabemos que para alcançar o "bem viver" é necessário a consolidação de novas formas de relacionamento entre as pessoas, entre povos e culturas e com a natureza. Também é necessário repensar os valores, os conceitos e preconceitos, e as concepções que nos servem de referência na atualidade. Precisamos ter olhos e coração bem abertos para perceber que as diferenças não são ameaçadoras, ao contrário, são uma grande riqueza em termos de possibilidades de existência humana.

O grande ensinamento que os povos indígenas nos têm transmitido, ao longo dos anos, é o de saber conviver com a terra, respeitando-a e dedicando-lhe profundo zelo. Em sua visão, ela é mais que simplesmente terra, é mãe, pois tem a capacidade de fazer germinar a vida e acolhe seus frutos. As lutas dos povos indígenas também nos convocam a assumir a defesa do meio ambiente, reagindo contra os projetos que causam destruição e morte como é o caso das grandes hidrelétricas do Rio Madeira, a de Belo Monte, no rio Xingu e a transposição das águas do rio São Francisco.

Um comentário:

  1. Uma vez mim disseram que “cada um ver o mundo com olhos que tem a partir do chão onde pisa”. Vejo que é necessário deixamos de lado o preconceito e “verdades prontas” sobre esses povos e que façamos o exercício de nos colocamos no lugar deles para compreendemos melhor suas lutas e causas.
    Na postagem anterior quando fala “...Mãe e Betânia visitaram também Manoel Urbano, minha morada e meu lugar de Missão, onde está o meu povo,...” gostei muito, mostra seu amor e dedicação por nossa cidade.
    Continuo por aqui acompanhando o blog.
    Abraços a minha professora (uma vez professora, sempre professora. rs) e a todas as irmãs Josefinas de nossa cidade.

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