Nós três Irmãs (Izabel Rodrigues, eu e Terezinha Rubens), mais a Maria Amélia (colega de trabalho) e os dois motoristas (Sr. Joãozinho e o Zé) formamos a comitiva da Missão às aldeias Indígenas do Alto Rio Purus durante uma semana. A nossa missão era visitar as Escolas Indígenas das cinco aldeias que estão localizadas no Município de Manoel Urbano levando material didático, merenda escolar e renovar a matrícula dos alunos para o ano de 2011. Nesta viagem, além dos Indígenas, visitamos também as Turmas da EJA (Educação de Jovens e Adultos) e do Programa ASAS DA FLORESTANIA, assim como também algumas famílias ribeirinhas que aproveitam a nossa presença para conversar, partilhar problemas, tirar dúvidas, e tantas outras coisas... ou simplesmente ver caras diferentes, daquelas do dia-a-dia.
Saímos na Segunda-feira, dia 06 de Junho de manhã, no batelãozinho (barco) do Omar. Esta foi a primeira foto, tirada já dentro do barco. Andamos o dia inteiro e só conseguimos chegar no Novo Porto, onde dormimos. Terezinha, Maria Amélia e o sr. Joãozinho foram "dormir em terra", porque não cabia todos dentro do barco. No final do segundo dia da viagem chegamos à Área Indígena e à primeira aldeia, Apuí. Encostamos o barco e subimos o barranco, tão alto que parecíamos chegar no céu. Já anoitecia quando descemos, então nos acomodamos todos dentro do barco e dormimos aí mesmo (aí coube todos nós bem apertadinhos). Depois disso, todos nós, todos os dias dormimos dentro do barco.
Nos dias seguintes visitamos as outras aldeias. Ao chegar na aldeia Santo Amaro, encontramos a Equipe de Saúde da FUNASA que estava fazendo trabalho intinerante, com a presença do médico, dentista, enfermeiras, bioquímico, além de vacinas para as crianças. Era uma festa!
Um fato que merece destaque nesta viagem foi a captura do jabuti. Estávamos viajando tranquilamente descendo pelas águas caudalosas do Purus, quando de repente eis que aparece um jabuti tentando atravessar o grande Rio. Que pena, parecia tão jovem! No primeiro momento, não conseguiram pegá-lo, o barco passou por cima e ele afundou, mas os "espertos", fizeram a volta e, de cima do barco, da proa, Maria Amélia pegou a criatura. E fizeram a festa! Logo marcaram o dia em que iriam soboreá-lo. No dia seguinte, quando acordei, o pobre jabuti já se remexia na panela.
Apesar dos piuns, mucuins e carapanãs, foi muito divertida nossa viagem. Só precisávamos nos proteger desses bichinhos indesejosos e isto significa estar sempre de calças compridas, meias, mangas compridas num calor que por vezes chegava aos 40 graus. No mais, tudo correu às mil maravilhas e pudemos desenvolver o nosso trabalho com tranquilidade, graças a Deus.
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