Anos atrás, pela primeira vez
Viajei neste rio, o “meu Purus”.
Tão grande, tão belo, tão majestoso, tão tudo!
Tão vida, leite e mel: para os ribeirinhos, uma LUZ.
Purus, Terra-Água adorada,
Dos filhos desta terra és pai-mãe querida.
Criaste com teu leite, os filhos dos filhos
Que hoje choram a mãe-terra ferida.
Na Lábrea antiga, a lembrança apenas,
Rosita Paiva ainda pequenina
Das escuras águas amazônicas
Recebe o Batismo: semente que germina
Semente que germina e se desenvolve
Amadurece e busca sua sina.
Rosita acolhe nas águas fecundas do Batismo
O Espírito da Vida Religiosa Josefina.
Impossível hoje é viajar neste Rio
Sem ter na lembrança a querida Rosita
É por isso que o Purus, o “Meu Purus”
Vai ser batizado de “Purusita”.
| Rio Purus ao anoitecer |
RIO “PURUSITA”
Alguém conhece o Rio "Purusita"?
Não. Ele não existe!
Não existe nas bacias hidrográficas terrestres;
Não existe na geografia do planeta.
Só existe no coração de quem conhece e ama.
Rio Purus, o “Meu Purus”, o grande Rio
Rosita, a pequenina, a iluminada:
Unidos pelas águas abençoadas.
No dia do Batismo, o Santo Espírito,
Desce em profusão sobre a amada.
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