Neste final do mês de Outubro, por ocasião da VII Romaria da Bíblia na Diocese de Rio Branco com o tema "Missão é servir", fui convidada para dar um testemunho da Missão desenvolvida em Timor Leste. Aceitei o desafio e no dia e hora marcada, debaixo de forte chuva, me dirigi ao local, na linda Igreja-Matriz da Paróquia Divino Espírito Santo na Conquista. E lá, pra uma grande assembleia, falei, mais ou menos assim:
Depois de me apresentar:
Atribuo a minha vocação missionária primeiramente a Deus, é claro e, depois à minha mãe que, considero uma grande missionária, dentro da sua grande missão de esposa e mãe.
Atribuo a minha vocação missionária primeiramente a Deus, é claro e, depois à minha mãe que, considero uma grande missionária, dentro da sua grande missão de esposa e mãe.
Aos 16 anos fui para o convento com o ideal de ser missionária. Logo que me tornei Irmã, vim para a minha primeira Missão aqui no Acre, incentivada pelo nosso querido Bispo D. Moacyr Grechi, que buscava missionários para evangelizar o povo na então Prelazia do Acre e Purus. E foi através do Projeto de Igreja-Irmãs, que nós, Irmãs Josefinas, chegamos nesta Missão. E aqui estamos até hoje.
Vivenciando esta experiência missionária junto aos Povos da Floresta: indígenas, ribeirinhos, seringueiros, foi crescendo em mim o desejo de ir mais longe, mais além. E sonhei fazer uma missão além-fronteiras.
E Deus preparou direitinho a Missão que Ele havia destinado para mim. Fui enviada pela Diocese de Rio Branco, no dia 23 de Dezembro de 2002, em Xapuri por ocasião da I Romaria dos Mártires. Foi assim, que a Igreja do Brasil, a Diocese de Rio
Branco e o Instituto Josefino me enviaram para a missão além-fronteiras no
Continente asiático, em Timor Leste.
Um país recém-saído de uma guerra,
totalmente destruído, tentando se reerguer.
Porém, um povo muito acolhedor, comunicativo e
extremamente religioso, necessitando ser evangelizado.
Um solo fértil para
semear a Palavra de Deus,
um povo sedento de conhecer Jesus Cristo e sua
mensagem.
Um povo pobre, mas não miserável,
um país onde até então não existia
divisão de classes. Cada família encontrava sua subsistência na agricultura
familiar, com sua plantação de arroz e hortas caseiras.
Nós, uma Comunidade de Leigas e Irmãs brasileiras, de
várias congregações, fazíamos o Projeto Missionário de Solidariedade Brasil x
Timor Leste atuando prioritariamente em 03 frentes de trabalho: A Formação dos
Seminaristas, Religiosos e Lideranças; a Educação e Pastoral da Criança e o
Projeto de prevenção da AIDS. A partir dessas três frentes, fazíamos a nossa
missão colaborando também nas pastorais paroquiais, visitas domiciliares aos
enfermos, idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais e a toda a
família.
Foi uma grande riqueza para nós, enquanto Igreja do Brasil,
enquanto Congregação e, sobretudo como Religiosa – uma experiência única,
fantástica, riquíssima.
Hoje...




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