terça-feira, 23 de abril de 2013

Cada um é São Jorge, cada um é Dragão

Hoje é dia do Mártir São Jorge. Repasso o artigo do Leonardo Boff.
Em janeiro deste ano, a propósito da novela “Salve, São Jorge”, publiquei algumas reflexões sobre o significado profundo, quase sempre inconsciente, destas duas figuras: o santo guerreiro São Jorge e o terrível dragão. Como celebramos no dia 23 de abril a festa do santo, até com um feriado na cidade do Rio de Janeiro, é oportuno voltar ao tema de forma mais  resumida.
Sabemos que a figura do dragão é um tema recorrente em várias culturas, com  significados até opostos. Assim no Ocidente é negativo: representa o mal e o mundo ameaçador das sombras. No Oriente é positivo: é símbolo nacional da China, senhor das águas e da fertilidade. Entre os aztecas era a serpente alada (Quezalcoatl), expressão de sua identidade cultural. Não raro os pobres entre nós dizem: “para me manter, tenho que matar um dragão por dia”, pois assim o exige a dureza da vida.
Muitos antropólogos e psicólogos que trabalham sobre o tema dos arquétipos, como Carlos Gustavo Jung, afirmam que o dragão representa uma das figuras transcultuais mais ancestrais da história humana. É a percepção de que a nossa identidade profunda, o nosso eu, não nos é dado simplesmente pelo fato de sermos humanos. Ele tem que ser conquistado numa luta diuturna, marcada por ameaças e lutas.
Esta situação é representada pelo dragão, nosso inimigo principal. Ele quer devorar o eu ou impedir que se liberte e faça o seu caminho de autonomia  e de liberdade. Só assim seríamos plenamente humanos.
         Por isso, junto com o dragão sempre vem o cavaleiro São Jorge que com ele se confronta numa luta renhida. Qual é o significado do dragão e de São Jorge? À luz dos estudiosos referidos acima, tanto um como o outro são partes de nossa realidade humana. Cada um de nós carrega um dragão e um São Jorge dentro de si.
         Isso é assim porque a nossa vida é sempre feita de luz e de sombras, do dia-bólico (aquilo que separa) e do sim-bólico (aquilo que une). Quem vai triunfar São Jorge ou o dragão? A luz ou a sombra? A nossa melhor parte ou a nossa parte pior? Ambas coexistem e sentimos a sua presença em cada momento: às vezes na forma e raiva ou de amor ou de violência ou de bondade e assim por diante.
         É aqui que entra a importância de uma identidade forte, de um eu vigoroso, um São Jorge, que possa enfrentar as nossas sombras e maldades, o dragão, e fazer triunfar nossa parte melhor.
Sabemos que o caminho da evolução leva a humanidade do inconsciente para o consciente, da fusão cósmica com o Todo para a emergência da autonomia do eu livre e forte. Essa passagem é sempre dramática, tem que ser levada avante ao largo de toda a vida, porque os mecanismos que querem manter cativo eu e impedir a emergência de nossa identidade permanentemente estão ativos. E é preciso esforço e coragem para libertar o eu e conquistar a própria identidade e também a liberdade pessoal.
São Jorge é o que nos mostra como, nessa luta, podemos ser guerreiros e vencedores. Ele enfrentou o dragão: mostra a força do eu, da própria identidade, garantindo a vitória. Mas esta vitória não se conquista uma vez por todas. Ela tem que ser renovada a cada momento, na medida em que as amarras vão surgindo. Dai a importância uma ligação com  São Jorge, como uma fonte de energia e de força, capaz de nos assistir na luta até alcançar a vitória.
Há, contudo, um drama do qual não nos podemos furtar. Não se trata de um defeito de construção. Mas é uma marca da nossa existência no espaço e no tempo. Por mais que lutemos e vençamos, o dragão está sempre aí nos espreitando. Ele nos acompanha. Mas ainda: é uma parte de nós mesmos, de nosso lado obscuro, mesquinho, menor que nos impede de sermos plenamente humanos. Mas também somos acompanhados por São Jorge que nos assiste na luta.
Por esta razão, nas muitas lendas existentes sobre São Jorge ele não mata o dragão, mas o vence mantendo-o domesticado, amarrado e submetido aos imperativos do eu e da identidade pessoal. Ele não pode ser negado e eliminado, apenas integrado de tal forma que perca seu lado ameaçador e destruidor. Pode até nos ajudar a sermos humildes e evitarmos a demasiada autoconfiança. Dai a vigilância e a referência a São Jorge que não só compensa a nossa falta de energia, mas nos pode valer poderosamente.
É interessante observar que em algumas representações, especialmente uma famosa de Barcelona (é seu patrono da Catalunha), o dragão aparece envolvendo todo o corpo de São Jorge. Numa gravura de Rogério Fernandes, artista brasileiro, o dragão aparece envolvendo o corpo de São Jorge; este o segura pelo braço colocando o rosto do dragão, nada ameaçador, na altura de seu rosto. É um dragão humanizado, formando uma unidade com São Jorge.      
Noutras (no Google há 25 páginas de gravuras de São Jorge com o dragão) o dragão aparece como um animal manso sobre o qual São Jorge de pé o conduz, sereno, não com a lança pontiaguda mas com um bastão.
A pessoa que não renega o dragão, mas o mantem sob seu domínio consegue uma síntese feliz dos opostos presentes em sua vida. Deixa de se sentir dividido; encontrou a justa medida pois alcançou a harmonização do eu e de sua identidade luminosa  com o dragão sombrio, o equilíbrio dinâmico do consciente com o inconsciente, da luz com a sombra,  da razão com a paixão, do racional com o simbólico, da ciência com a arte e da arte com a religião. Esta pessoa emerge como um ser humano mais rico, mais sereno, mais compreensivo, tolerante e compassivo, irradiando uma aura boa ao seu redor.
A confrontação com as oposições, do dragão com o São Jorge, e a busca da síntese, constitui a característica de personalidades exemplares que encontramos tantas por ai. Tais são figuras de Gandhi, de Luther King Jr. de Dom Helder e, parece também, do atual Papa Francisco.
Repetimos: importa reconhecer que o dragão amedrontador e o cavaleiro heróico São Jorge são duas dimensões de nós mesmos. Nosso desafio  é fazer que São Jorge tenha a primazia e não deixe que o dragão nos derrote e tire o sentido e o gosto de viver.
         Muitos brasileiros, especialmente, os cariocas tem grande veneração por São Jorge; ela é tão forte quanto a de São Sebastião, patrono oficial da cidade. Mas este possui um inconveniente: é um guerreiro, cheio de flechas, portanto “vencido”. O povo sente a necessidade de um santo guerreiro corajoso “vencedor”. Ai São Jorge representa o santo ideal. Na novela “Salve Jorge”ele é o herói que salva as mulheres traficadas contra o dragão do tráfico internacional de mulheres.
Por fim cabe uma observação de ordem filosófica: seguramente aqueles que veneram São Jorge não saibam nada disso que explanei acima acerca da coexistência dos dois em nossa vida. Nem precisam saber. Basta que tenham consciência de que a vida é uma permanente luta entre o que é bom para mim e para os outros e entre o que é mau que deve ser evitado e combatido. E acreditar que a virtude é preferível ao vício e que a palavra final terá São Jorge e  não o dragão. 
L. Boff        

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Haiti: eles precisam de solidariedade, não de soldados!

 
 Caros amigos e amigas,
Acabo de chegar de uma viagem ao Haiti. Fui participar de um congresso do Movimento Camponês Haitiano e aproveitei para visitar várias regiões do país e os projetos que a Brigada da Via campesina/ALBA estamos desenvolvendo em solidariedade ao povo do Haiti.
Gostaria de começar minha carta comentando as características principais daquela nação. É um país do tamanho de Alagoas (27 mil Km2), todo ele montanhoso, como Minas Gerais, e com as montanhas totalmente devastadas; ou seja, sem cobertura vegetal, pois os camponeses ao longo de décadas tiveram que recorrer ao carvão como única fonte de energia e de renda. Toda alimentação do Haiti é preparada com carvão. Não há fogão a gás no país, com exceção dos bairros ricos de Porto Príncipe. O clima é semiárido em todo país. Chove apenas três meses por ano e depois aquela ‘seca nordestina’… E o povão: são dez milhões de pessoas nesse pequeno território superpovoado, com 95% de afrodescendentes e 5% de mulatos.
Eles são os herdeiros da primeira grande revolução social da América Latina quando, em 1804, se rebelaram contra os colonizadores franceses que os exploravam como escravos, e os condenavam a ter apenas uma média de 35 anos de vida. Expulsaram todos os colonizadores, eliminaram a escravidão e distribuíram as terras. E como sabiam que os colonizadores poderiam voltar ainda mais armados, subiram as montanhas, onde estão até hoje.
Os colonizadores voltaram, mas não eram mais franceses; vieram os capitalistas dos Estados Unidos que ocuparam o país durante as primeiras décadas do século XX. E quando saíram, deixaram a ditadura Duvalier pró-americana que terrorizou a população de 1957 a 1986. Seguiram-se governos provisórios.
Em 1990, elegeram o padre Aristides, da Teologia da Libertação. Não adiantou; os americanos o derrubaram e levaram para Washington, para dar-lhe aulas de neoliberalismo. Voltou domesticado para cumprir outro mandato.
Depois, elegeram o Presidente René Préval, que conseguiu cumprir o mandato, mas sem nenhuma mudança democrática. E agora elegeram governo títere dos americanos, que gastou 25 milhões de dólares na campanha eleitoral. Todos sabem no Haiti que o povo não o elegeu.
Deveria haver eleições para o Parlamento, que o mandato expirou há mais de seis meses. Mas ninguém fala nisso. Por tanto, não há mais Parlamento legalmente constituído, embora funcione. Na prática, o poder real é exercido pelas tropas das Nações Unidas, chamadas de Minustah!
Portanto, apesar de liberto da escravidão, o povo haitiano viveu poucos anos de democracia, mesmo que burguesa.
O povo vive em pobreza extrema de comida e bens materiais que se agravou com o terremoto de janeiro de 2010, que matou milhares de pessoas e destruiu praticamente toda a cidade de Porto Príncipe. Mas, é um povo que se mantém com dignidade e altivez, unido pela cultura, pelo idioma crioulo, que só eles falam no mundo, e pelo Vudu (equivalente ao nosso candomblé), praticado por quase toda população, embora mantenham um sincretismo religioso no estilo: aos domingos a missa e nas quintas-feiras o terreiro.
Nas regiões rurais não há escolas. 70% da população vivem no meio rural. O analfabetismo atinge 65% da população. Não há energia elétrica no interior; apenas em Porto Príncipe. Há apenas três rodovias nacionais asfaltadas. E não há água potável. Todo mundo precisa comprar água potável a preços internacionais.
No ano passado, pela primeira vez em sua história, houve uma epidemia de cólera que matou centenas de pessoas. A doença medieval foi trazida pelas tropas do Nepal, que jogavam seu esgoto no principal rio do país. Algum tribunal internacional se anima a processar as Nações Unidas por essas mortes?
Mais de 65% de todos os alimentos são importados ou chegam como doação, que são apropriados por uma burguesia comercial negra, que explora a população.
As famílias que ainda conseguem ter algum recurso para comprar os produtos que vêm da vizinha República Dominicana recebem ajuda de parentes que trabalham nos Estados Unidos.
Chávez salvou o povo do Haiti do caos ao fornecer petróleo através de Petrocaribe e propôs que o governo local aplicasse os recursos da receita em projetos sociais. O combustível é vendido nos postos; porém, o governo nunca explicou ao povo onde está colocando essa renda.
Num cenário desses não é difícil imaginar quando virão as próximas revoltas populares. Mas, não se assustem, lá estão 12 mil soldados de muitos países do mundo coordenados pelo Exército brasileiro, com o timbre das Nações Unidas, para conter possíveis revoltas. Desfilam em comboios fortemente armados, apenas para dizer ao povo: Não se esqueçam, estamos aqui para manter a ordem! A ordem da pobreza e da nova escravidão. Lá não há guerra, nem violência (os índices de homicídios são os mais baixos da América Latina); os solados estão lá como policiais apenas.
Perguntei a soldados brasileiros porque estavam lá, pois nem sequer dominam o crioulo, para se comunicar com a população. A única resposta que obtive foi de que se saírem, entrarão os americanos, que são muito mais violentos!
O povo do Haiti não precisa de soldados armados. O povo do Haiti precisa de solidariedade para desenvolver as forças produtivas de seu território e produzir os bens que precisam para sair das imensas necessidades que padecem.
O povo do Haiti precisa de apoio para ter energia elétrica, para ter uma rede de gás de cozinha e evitar o desmatamento. Precisa de uma rede de água potável e de escolas em todos os níveis, em todos os povoados. Precisam de sementes e de ferramentas. O resto eles sabem muito bem como fazer. Estão lá desde 1804, como povo liberto, sobrevivendo e se multiplicando apesar de tantos espoliadores estrangeiros.
 Felizmente, há outras visões no relacionamento com o povo do Haiti. O governo da Bahia enviou cisternas para armazenar água da chuva, e o povo de lá é muito grato. A Petrobras nos ajudou a trazer 77 jovens camponeses para estudar agroecologia no Brasil. A igreja católica de Minas Gerais fez uma coleta especial em todas as paróquias que agora financia projetos de desenvolvimento agrícola por lá, desde hortas, caprinocultura, criação de galinhas e multiplicação de sementes.
E os movimentos sociais da Via campesina Brasil, com os poucos recursos que temos, mantemos uma brigada permanente de jovens voluntários há mais de 6 anos, no Haiti, que estão desenvolvendo projetos de agricultura, de cisternas e de educação.
Anotem, o povo do Haiti tem raiva das tropas da Minustah. Se as Nações Unidas quisessem enviar soldados, poderiam ter seguido o exemplo do Equador e da Venezuela: seus soldados não andam armados, e estão construindo casas, estradas e armazéns. Ou seguir o exemplo de Cuba, que mantém por lá mais de 5 mil médicos voluntários; aliás, é o único serviço público de saúde que existe no país, realizado por esses médicos humanistas, que dão exemplo da prática do socialismo.
Acho que nossa obrigação, como irmãos do povo do Haiti, é seguir protestando e pedindo que as tropas se retirem do Haiti; como não desejaríamos que estivessem no Brasil ou em qualquer país do mundo. E seguir apoiando com projetos de desenvolvimento econômico e social.
[Fonte:América Latina en Movimiento].

Ano da Fé

 
Professor: Você é Judeu, não é filho?
Estudante: Sim senhor
Professor: Então, vc acredita em Deus?
Estudante: Absolutamente senhor
Professor: Deus é bom?
Estudante: Claro que sim
Professor: Deus é o todo poderoso?
Estudante: Sim
Professor: Meu irmão morreu de câncer mesmo orando a Deus todos os dias para curar ele. A maioria de nós tentaria ajudar os que estão doentes. Más Deus não fez. Como pode Deus ser bom então? Hunn??
(Estudante ficou em silencio)
Professor: Vc não pode responder, pode? Vamos começar de novo meu jovem.
Deus é bom?
Estudante: Sim
Professor: Satanás é bom?
Estudante: Não
Professor: De onde Satanás se originou?
Estudante: De... Deus...
Professor: Vc está correto. Me diga filho, existe maldade no mundo?
Estudante: Sim
Professor: Se Deus criou tudo, então quem criou a maldade?
(Estudante não respondeu)
Professor: Existem doenças? Imoralidade? Ódio? Feiura? Todas essa coisas terríveis existem no mundo, não existem?
Estudante: Sim senhor
Professor: Então quem as criou?
(Estudante não respondeu)
Professor: A ciência explica que temos cinco sentidos para identificar e observar o mundo a nossa volta. Me diga filho, alguma vez vc viu Deus?
Estudante: Não senhor.
Professor: Alguma vez vc sentiu o seu Deus? Sentiu o gosto? Cheirou? Alguma vez vc já teve alguma sensação de Deus nesse sentido?
Estudante: não senhor, eu temo que não.
Professor: E ainda assim vc continua acreditando nele?
Estudante: Sim
Professor: De acordo com perícia testável e Protocolo de demonstração, a ciência diz que seu Deus não existe. O que vc diz a respeito rapaz?
Estudante: Nada. Só tenho fé.
Professor: Claro, a fé. Esse é o problema da ciência tem que enfrentar...
Estudante: Professor, existe no mundo o calor?
Professor: Sim
Estudante: E também existe frio?
Professor: Sim
Estudante: Não senhor, não existe.
(a classe ficou silenciosa com essa mudança dos eventos)
Estudante: Senhor, vc pode ter muito calor, até mais calor, super calor, mega calor, calor branco, pouco calor e até calor nenhum. Más não existe nada chamado frio. Podemos alcançar 458 graus abaixo de zero que seria a total ausência de calor, más não podemos ir nada além disso. Não existe o Frio. Frio é apenas uma palavra que usamos para descrever a ausência total de calor. Não se pode medir o frio. Calor é energia. O frio não é o oposto do calor, apenas a ausência dele.
(Professor ficou em silêncio)
Estudante: E a escuridão professor? Existe a escuridão?
Professor: Sim. O que seria a noite se não existisse a escuridão?
Estudante: Vc está errado de novo senhor. Escuridão é a ausência de algo. Vc pode ter pouca luz, luz normal, luz brilhante, um flash. Más se vc não tiver luz constantemente vc não tem nada e isso é chamado escuridão, não é? Na verdade escuridão não existe, se existisse vc seria capaz de torna-la ainda mais escura, não poderia?
Professor: Más o que vc está tentando provar jovenzinho?
Estudante: Senhor, estou provando que sua filosofia é falsa.
Professor: Falsa? Pode me explicar como?
Estudante: O senhor está usando uma premissa de dualidade. Vc discute que existe vida e existe morte, um bom Deus e um mau Deus. Vc está vendo Deus com o conceito de uma coisa finita, algo que podemos medir. Senhor, a ciência não pode nem explicar o pensamento. Diz que usa eletricidade e eletromagnetismo, más nunca o viu e muito menos totalmente o entende. Para ver a morte como o oposto da vida tem que ser ignorante ao fato que a morte não pode existir como uma coisa substantiva.
A morte não é o oposto da vida e sim a ausência dela. Agora me diga professor, vc ensina aos seus alunos que o homem evoluiu do macaco?
Professor: Se vc está se referindo a teoria da evolução do homem, sim é claro que ensino.
Estudante: Alguma vez vc teve a oportunidade de observar a evolução com seus próprios olhos?
(professor balança a cabeça e sorri quando percebe aonde o argumento vai leva-lo)
Estudante: Desde que ninguém nunca observou o processo da evolução e não pode nem provar que ela é um processo continuo. Vc não está apenas ensinando a sua opinião senhor? E se ensina sua opinião vc não é mais cientista do que um padre. Certo senhor?
Estudante: Existe alguém aqui que tenha alguma vez escutado o cérebro do professor? Sentido? Tocado ou sentido cheiro? Parece que ninguém nunca o fez certo? Então de acordo com as regras lógicas de protocolo de demonstração a ciência diz que o senhor não tem cérebro. Então, com todo o respeito senhor, como podemos confiar em suas palestras?
Professor: Imagino que vc terá que aceita-las por fé meu jovem.
Estudante: É isso ai senhor!.. Exatamente!!! O link entre o homem e Deus é a mesma fé que mantém todas as coisas vivas e em movimento!!!
Compartilhem para aumentar o conhecimento sobre a fé
A propósito esse estudante era EINSTEIN.

Postado por Jewish College Night Parties
Tradução: Fred Litig


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ceia do Senhor

Celebração da Quinta Feira Santa - Ceia do Senhor -
Primeira Eucaristia de 14 adolescentes em MU.

 
Com a Catequista Jamaica Castro.
 
Ver matéria no Purus on Line: www.purusline.blogspot.com
 
 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Eleito o novo Papa - Papa Francisco



O argentino Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, agora Papa Francisco, nasceu em Buenos Aires em 17 de dezembro de 1936. Arcebispo de Buenos Aires e primado da Argentina, ele é um homem tímido e de poucas palavras, mas com grande prestígio entre seus seguidores, que apreciam sua total disponibilidade e seu estilo de vida sem ostentação. É reconhecido por seus dotes intelectuais e considerado dialogante e moderado, amante do tango e do time de futebol San Lorenzo.

Antes de seguir carreira religiosa, Bergoglio formou-se técnico químico. Escolheu depois o sacerdócio, quase uma década após ter retirado parte de um pulmão por conta de uma doença respiratória e de deixar seus estudos de química, ingressando em um seminário no bairro de Villa Devoto. Em março de 1958, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, congregação religiosa dos jesuítas, fundada no século XVI.

Em 1963, Bergoglio estudou humanidades no Chile, retornando à Argentina no ano seguinte. Entre 1964 e 1965, foi professor de literatura e psicologia no Colégio Imaculada Conceição de Santa Fé. Em 1966, ensinou as mesmas matérias em um colégio de Buenos Aires.
Entre 1967 e 1970, Bergoglio estudou teologia, tendo sido ordenado sacerdote no dia 13 de dezembro de 1969.

Em menos de quatro anos chegou a liderar a congregação jesuíta local, um cargo que exerceu de 1973 a 1979.
Foi reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de San Miguel, entre 1980 e 1986, e, depois de completar sua tese de doutorado na Alemanha, serviu como confessor e diretor espiritual em Córdoba.

Em 1992, Bergoglio foi nomeado bispo titular de Auca e auxiliar de Buenos Aires. Em 1997, ele virou arcebispo titular de Buenos Aires. Atuou como presidente da Conferência Episcopal da Argentina de 2005 até 2011.

Foi criado cardeal pelo então Papa João Paulo II em 2001.
Também em 2001, João Paulo II o nomeou primaz da Argentina. Ele ocupou então a presidência da Conferência Episcopal durante dois períodos, até que deixou o posto porque os estatutos o impediam de continuar.

Bergoglio foi na Santa Sé membro da Congregação para o Culto Divino e a disciplina dos Sacramentos; da Congregação para o Clero; da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica; do Pontifício Conselho para a Família e a Pontifícia Comissão para a América Latina.

Filho de uma família de classe média com cinco filhos, de pai ferroviário e mãe dona de casa, o novo Papa é pouco inclinado a aceitar convites particulares e tem um "pensamento tático", de acordo com especialistas.


No Vaticano, o Papa Francisco foi oficialmente nomeado Bispo de Roma, uma tradição que se repete a cada início de pontificado.
Francisco chegou meia hora antes para uma homenagem a João Paulo II, que morreu há oito anos e mantém a popularidade alta. Rebatizou a praça em frente à Basílica de São Pedro com o nome do antecessor.
Depois, foi sagrado bispo na Basílica de São João de Latrão, a catedral da capital italiana. Ele usou a cruz pastoral de João Paulo II e roupas simples. Durante a celebração, Francisco lembrou que Deus é sempre paciente

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Campanha da Fraternidade 2013

 
O Papa Bento XVI enviou mensagem para a Campanha da Fraternidade (CF) 2013, que este ano tem como tema "Fraternidade e Juventude". Ele lembrou que a CF é um grande apoio para a vivência da Quaresma, que tem início hoje, 13, e na preparação para a JMJ Rio2013.
Leia o texto na íntegra:

Queridos irmãos e irmãs, 
Diante de nós se abre o caminho da Quaresma, permeado de oração, penitência e caridade, que nos prepara para vivenciar e participar mais profundamente na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. No Brasil, esta preparação tem encontrado um válido apoio e estímulo na Campanha da Fraternidade, que este ano chega à sua quinquagésima realização e se reveste já das tonalidades espirituais da XXVII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho próximo: daí o seu tema “Fraternidade e Juventude”, proposto pela Conferência Episcopal Nacional com a esperança de ver multiplicada nos jovens de hoje a mesma resposta que dera a Deus o profeta Isaías: “Eis-me aqui, envia-me!”(6,8).

De bom grado associo-me a esta iniciativa quaresmal da Igreja no Brasil, enviando a todos e cada um a minha cordial saudação no Senhor, a quem confio os esforços de quantos se empenham por ajudar os jovens a tornar-se – como lhes pedi em São Paulo – “protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna inspirada no Evangelho” (Discurso aos jovens brasileiros, 10/05/2007). É que os “sinais dos tempos”, na sociedade e na Igreja, surgem também através dos jovens; menosprezar estes sinais ou não os saber discernir é perder ocasiões de renovação. Se eles forem o presente, serão também o futuro. Queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, demonstrando a confiança que a Igreja deposita em cada um deles. Isto requer guias – padres, consagrados ou leigos – que permaneçam novos por dentro, mesmo que o não sejam de idade, mas capazes de fazer caminho sem impor rumos, de empatia solidária, de dar testemunho de salvação, que a fé e o seguimento de Jesus Cristo cada dia alimentam.

Por isso, convido os jovens brasileiros a buscarem sempre mais no Evangelho de Jesus o sentido da vida, a certeza de que é através da amizade com Cristo que experimentamos o que é belo e nos redime: “Agora que isto tocou os teus lábios, tua culpa está sendo tirada, teu pecado, perdoado” (Is 6,7). Desse encontro transformador, que desejo a cada jovem brasileiro, surge a plena disponibilidade de quem se deixa invadir por um Deus que salva: “Eis-me aqui, envia-me!’ aos meus coetâneos” - ajudando-lhes a descobrir a força e a beleza da fé no meio dos “desertos (espirituais) do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: (…) o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o é o Catecismo da Igreja Católica” (Homilia na abertura do Ano da Fé, 11/10/2012).

Que o Senhor conceda a todos a alegria de crer n’Ele, de crescer na sua amizade, de segui-Lo no caminho da vida e testemunhá-Lo em todas situações, para transmitir à geração seguinte a imensa riqueza e beleza da fé em Jesus Cristo. Com votos de uma Quaresma frutuosa na vida de cada brasileiro, especialmente das novas gerações, sob a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecia, a todos concedo uma especial Bênção Apostólica.




Vaticano, 8 de fevereiro de 2013

[Benedictus PP. XVI]

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Missão: 30 Anos de Acre!


Hoje completo 30 anos de Missão no Acre. Para mim, motivo de alegria e  profunda e sincera gratidão a Deus, pois tudo o que sou devo a Ele, é graça Sua. Ainda posso lembrar aquele dia da nossa chegada no aeroporto de Rio Branco. Depois de dois de viagem de ônibus de Fortaleza a Belém, e o vôo até Rio Branco na Varig. D. Rosita e D. Zeneida Fontenele vieram deixar as quatro jovens Missionárias: Fátima Gonçalves, Terezinha Pires, Geralda Silveira e eu. Parecia um sonho, tanta era a felicidade de estar na Missão tão sonhada desde o tempo do Noviciado. Com apenas 22 anos de idade e de votos temporários, alguém apostou em mim. Ficamos dois dias em Rio Branco e em seguida, no dia 16 pegamos o monomotor para Manoel Urbano, destino final da Missão. D. Rosita e D. Zeneida vieram também viajando naquele aperto que é um teco-teco.  Hoje, este povo se tornou o meu povo, esta terra, a minha terra. Eu agradeço de todo o coração a Deus por me conservar no seu amor e fidelidade, me dando, cada dia, a graça de viver e amar sempre mais este povo e esta Missão.
OBRIGADA, SENHOR!
 
Mais fotos:

Uma comidinha é sempre bem vinda!

 
Diário da viagem

Criança é o meu fraco, adoooro!

Visita Missionária na BR 364 - sentido Feijó

No princípio era assim: colhendo arroz  pela sobrevivência

A felicidade de estar juntas como irmãs

Família amiga que acolhe as Missionárias: D. Maria e Seu Caçador

No princípio era assim o nosso barco


Um chazinho

Nossa Fundadora, Mãe e Amiga Rosita Paiva

Homenagem póstuma a Missionária Geralda Silveira