Maria, minha irmã
Venho nesta manhã contigo bendizer
A vida que renasce, o sonho que permanece
A luta, a utopia que não se deixa morrer
Quero também eu inclinar-me
Quero também ter coragem de abaixar
Perceber que é possível o túmulo olhar
assim então em ti Senhor abandonar-me
Quero correr os campos
Atravessar as montanhas,
Banhar-me em teus rios
Enxugar meu pranto
Escutar meu nome pronunciado
Vem comigo então Maria
Vem e ensina-me
Mostra-me tua coragem
Pois desejo também eu amar como tu amas
Desejo também percorrer as vinhas
Saltar as janelas para encontrar-me com o Amado
Desejo escutá-lo...
Ouvir a voz do jardineiro: do Deus cuidador
Àquele que toca minhas raízes
E aprofunda meu ser em tuas terras
Meu Deus, Meu Amado, Meu Redentor
Eis que estou aqui minha companheira
Minha querida Madalena
Também quero escutá-lo a pronunciar meu nome
E assim reconhecê-lo
E assim voltar-me-ei aos campos
A bendizer e proclamar
Que também eu vi o Senhor
Também eu senti teu amor
Fernanda Priscila é integrante do projeto Força Feminina e acompanha profissionais do sexo em Salvador/BA. É autora do livro Estações do Crer.)
negras...
indígenas...
brancas...loiras ou morenas...
pobre, rica...
mulher-mãe,
mulher-esposa
mulher-filha
mulher-consagrada
mulher....
simplesmente por seres mulher dedico-te este belíssimo poema.
A todas vocês, o meu abraço:
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